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O cliente está mais interessado em economizar nas compras

Os itens mais caros, mais desenvolvidos e que chamam atenção eram consumidos por encantamento em 2017. Agora os clientes estão mais interessados em economizar

A pesquisa “Comportamento de Compra do Consumidor de Vestuário”, publicada ano passado, pelo Iemi – Instituto de Estudos e Marketing Industrial – consultou 1250 pessoas que compram roupas de diferentes regiões, idades, sexo e poder aquisitivo e indicou o valor da peça de roupa como mais importante aspecto, sendo que, em 2017, o atendimento foi escolhido como mais relevante para o consumidor.

economizarNo ano retrasado, no pior momento da crise, itens mais elaborados e de maior valor eram vendidos. Nessa fase, vemos a volta de clientes de baixa renda em busca de produtos que caibam no bolso, gerando essa onda de procura preços mais baixos. Esse comportamento também evidencia mais os itens simples do que os inovadores. “Agora, os básicos ganharam força por conta da demanda reprimida. É essa população voltando aos poucos a recompor o mercado. Tem o preço como orientação e o produto básico como ícone”, de acordo com Marcelo Prado, do Iemi.

Consumo digital

O relatório indica que o público das classes mais baixas começou a fazer as compras pela internet, por mais que ainda prefiram comprar pessoalmente para 79% das pessoas. 17% das pessoas revelaram ter feito a última compra por meios digitais, sendo que esse número era 3% menor no ano anterior. “Mais pessoas estão usando a internet e a tendência é isso ir aumentando”, confirma Prado. Ele ainda continua dizendo que o crescimento do e-commerce de roupas é um dos mais lentos, representando, por enquanto, 1,3% do faturamento do segmento. No entanto, Marcelo lembrou algo que acha muito interessante: um grande número de marcas e empresas estão migrando para a internet, aumentando a oferta direta de produto.

Outras informações que constam na pesquisa são de que, dos clientes em meio físico, 50% realizou sua última compra no shopping, o que representava 49% em 2016. As lojas de rua seguiram como preferidas por 32% das pessoas perguntadas. O diretor do Iemi também indicou a estabilização da média do número de peças levadas por compra: “oscilando em torno de 3 peças”. Apenas no auge da crise foi identificado um aumento no número de compras, mas com menos peças, mas que isso já está voltando ao normal.

 

Parceria


O diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), Edmundo Lima, ressalta que a pesquisa do IEMI leva à entidade informações importantes sobre o público, principalmente nessa situação do segmento. Lima afirma que esse estudo “reflete bem o momento econômico que a gente vem vivendo, em que o consumidor está sendo afetado por questões econômicas, pelo desemprego, pela necessidade de buscar o sustento da família, às vezes, na informalidade. Em um cenário como esse, ele está fortemente orientado pelo preço”. Logo, esse comprador busca produtos paratos e promoções. “Ele está buscando produtos com uma percepção de qualidade boa, mas com preço bastante atraente. O estudo mostra agora essa preocupação do consumidor em relação ao preço, principalmente nos consumidores das classes mais populares C e D”, concluiu.

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